terça-feira, 22 de setembro de 2009

ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO


ÓTIMA REFLEXÃO DA CURSISTA LIZANDRA .

ARTIGO: ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTOAo iniciar a reflexão em que haverá uma abordagem sobre Alfabetização e Letramento, torna-se necessário, buscar o significado exato das duas palavras tão distintas:Alfabetização = ação de ensinar/aprender a ler e a escreverLetramento = estado ou condição de quem não apenas sabe ler e escrever, mas cultivae exerce as práticas sociais que usam a escrita cultiva = dedica-se a atividades de leitura e escritaexerce = responde às demandas sociais de leitura e escrita Assim obtêm-se o verbo "letrar" para nomear a ação de levar os indivíduos ao letramento... e, alfabetizar e letrar como duas ações distintas, mas não inseparáveis, ao contrário: o ideal seria alfabetizar letrando, ou seja: ensinar a ler e a escrever no contexto das práticas sociais da leitura e da escrita, de modo que o indivíduo se tornasse, ao mesmo tempo, alfabetizado e letrado. Socialmente e culturalmente, a pessoa letrada já não é a mesma que era quando analfabeta ou iletrada, ela passa a ter uma outra condição social e cultural - não se trata propriamente de mudar de nível ou de classe social, cultural, mas de mudar seu lugar social, seu modo de viver na sociedade, sua inserção na cultura - sua relação com os outros, com o contexto, com os bens culturais, torna-se diferente. Tornar-se letrado é também tornar-se cognitivamente diferente: a pessoa passa a ter uma forma de pensar diferente da forma de pensar de uma pessoa analfabeta ou iletrada. Aos despertar para o fenômeno do letramento – estar incorporando essa palavra ao vocabulário educacional - significa que já se compreende que o problema não é apenas ensinar a ler e a escrever, mas é, também, e sobretudo, levar os indivíduos - crianças e adultos - a fazer uso da leitura e da escrita, envolver-se em práticas sociais de leitura e de escrita. Mas é preciso que haja, pois, condições para o letramento. Uma primeira condição é que haja escolarização real e efetiva da população - só se dá conta da necessidade de letramento quando o acesso à escolaridade se ampliar e tiver mais pessoas sabendo ler e escrever, passando a aspirar a um pouco mais do que simplesmente aprender a ler e a escrever. Uma segunda condição é que haja disponibilidade de material de leitura, criar condições para que os alfabetizados passem a ficar imersos em um ambiente de letramento, para que possam entrar no mundo letrado, ou seja, num mundo em que as pessoas tenham acesso à leitura e à escrita, acesso aos livros, revistas e jornais, acesso às livrarias e bibliotecas, viver em tais condições sociais que a leitura e a escrita tenham uma função para elas e torne-se uma necessidade e uma forma de lazer. O QUE É LETRAMENTO?Letramento não é um ganchoem que se pendura cada som enunciado, não é treinamento repetitivode uma habilidade,nem um marteloquebrando blocos de gramática. Letramento é diversãoé leitura à luz de velaou lá fora, à luz do sol. São notícias sobre o presidente O tempo, os artistas da TVe mesmo Mônica e Cebolinhanos jornais de domingo. É uma receita de biscoito,uma lista de compras, recados colados na geladeira,um bilhete de amor,telegramas de parabéns e cartasde velhos amigos. É viajar para países desconhecidos,sem deixar sua cama,é rir e chorarcom personagens, heróis e grandes amigos. É um atlas do mundo,sinais de trânsito, caças ao tesouro,manuais, instruções, guias,e orientações em bulas de remédios,para que você não fique perdido. Letramento é, sobretudo,um mapa do coração do homem,um mapa de quem você é, e de tudo que você pode ser. A alfabetização consiste no aprendizado do alfabeto e de sua utilização como código de comunicação. De um modo mais abrangente, a alfabetização é definida como um processo no qual o indivíduo constrói a gramática e em suas variações. Fica evidente quando comparado o estudo de autores que existe uma diferença fundamental entre alfabetização e letramento. Para eles, a alfabetização é um processo praticamente mecânico apreendido, na maioria das vezes, dentro das salas de aula e o letramento é um conjunto de conhecimentos que o indivíduo acumula ao longo da vida. Seguindo esta linha de pensamento a alfabetização um dia tem fim, isto é, termina quando o indivíduo adquire a capacidade de compreensão dos sinais que compreendem determinada língua escrita. Logo, é importante ressaltar que alfabetização e letramento caminham juntos embora nem todo sujeito letrado precisa, necessariamente, ser alfabetizado. É difícil imaginar, no entanto, que alguém possa exercer tal condição em grau satisfatório (o mais alto deles) sem que antes tenha sido alfabetizado. Este fato pode ser explicado se considerarmos que a maioria absoluta dos conhecimentos que se pode adquirir está disponível na forma de símbolos.Por outro lado, os autores ressaltam que mesmo antes da humanidade ter conhecimento das letras (símbolos), já possuíam algum grau de letramento, no sentido atual de sua aplicabilidade, e este fato é evidente se raciocinados a complexidade exigida para elaboração do atual sistema de escrita, embora saibe-se que a escrita surgiu ao acaso, motivada pela necessidade de comunicação. ou eu

domingo, 20 de setembro de 2009

COESÃO








Iniciamos o encontro do dia quinze de setembro com mais uma belíssima mensagem organizada pela colega Viviane da Riva. Esta que nos fez refletir sobre as pequenas dificuldades encontras no nosso cotidiano que acreditamos serem obstáculos, porém servem de grandes aprendizados.
Com o maravilhoso grupo de professores de Língua Portuguesa que permanece participativo, assíduo e unido. Que interagi sempre com entusiasmo às atividades e assuntos propostos, fazendo com que os encontros tenham o tempo um pouco hostil, pois ele passa muito rápido.
Começamos socializando as experiências referentes à Coerência textual, da unidade 18. Os relatos das colegas são recheados de emoção e criatividade. Elas estão bem satisfeitas com as sugestões de atividades apresentadas nas unidades. Este é um momento muito gostoso e prazeroso, pois a troca de experiência é bastante produtiva.
Depois de refletirmos sobre as diferentes possibilidades desenvolvidas referente à coerência, prosseguimos com o tema coesão da unidade 19. Para abordar o assunto sugeri às colegas o vídeo “Assalto com cultura”, cedido pela colega Daiana de Humaitá. Neste podemos compreender melhor os conceitos de coerência, coesão e coesão seqüencial, juntamente com as suas devidas funções.
Após o estudo e análise dos conceitos teóricos (coerência, coesão e coesão seqüencial), pudemos utilizá-los na prática. Propus às colegas a construção de duas atividades, sendo, o enlace de ideias, sugestão do AAA5 pg. 95. A outra foi de um texto diferente (embasado também na sugestão da colega Daiana de Humaitá). Este deveria conter as seguintes palavras: garota, grampo de cabelo, clips, porta moeda, lixo, bola, perfume, família, música.
Construindo sonhos
Recebi um e-mail com uma música tocante a respeito de um garoto, que não tinha família e reciclava lixo.
Certo dia encontrou um porta moeda e nele começou a guardar tudo que encontrava como: grampo de cabelo, clips, perfume,... Para realizar seu sonho que era ser jogador de futebol, resolveu vender tudo que guardou para comprar uma bola e treinar frequentemente para que no futuro, seja como seu ídolo, um grande jogador de futebol. (Andréa, Inês, Carmem e Aneti)
Alguém especial
Havia uma família que morava perto de um terreno repleto de lixo.
O menino que pertencia a essa família adorava jogar bola perto do local. Lá ele encontrou muitos objetos: vidros de perfume vazios, porta moedas, grampos de cabelo, clips e muitos outros detritos que causavam mau cheiro e prejudicavam o meio ambiente.
Certo dia, muito chateado com tudo o que via, resolveu não ir jogar, deitou-se no sofá escutando músicas que falavam do respeito pelo meio ambiente e lugar onde se vive.
Com isso, resolveu enviar um e-mail para a Secretaria do Meio Ambiente, relatando a situação e pedindo que tomassem decisões e providencias urgente.
O nome do menino ninguém descobriu, mas todos sabem que alguém especial tomou a iniciativa pelo bem-estar da comunidade e limpeza daquele local.
(Lizandra, Lisiane, Rosane, Vera e Viviane)
Com bastante empolgação, risos, coerência, coesão, leituras dramatizadas pudemos socializar os textos.
As professoras estão gostando muito do Gestar II, porque a socialização, a diversidade de atividades e opiniões é enriquecedora, pois além de valorizar as aulas de Língua Portuguesa, também às motiva a inovarem constantemente, adaptando as sugestões conforme a série e aos objetivos referentes à realidade e interesses dos alunos.
Segue o depoimento de algumas colegas “mais um encontro que trocamos ideias e informações. Gostamos do encontro de hoje, pois vem de encontro com o que trabalhamos em nossa área. (coerência e coesão). O TP5 nos trouxe inúmeras atividades aplicáveis em todas as séries. Adoramos!” Lembrando as palavras do escritor Cury, 2003,p.55 “Educar é ser um artesão da personalidade, um poeta da inteligência, um semeador de ideias.”
Durante os encontros podemos perceber que está sendo muito bom para todos, pois as trocas de experiências renovam a bagagem profissional de cada um de nós, estamos constantemente em busca de novos conhecimentos, com os estudos das teorias e dos TPs e AAs, tudo isso norteado de um clima acolhedor e descontraído.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Mergulhando nos textos com emoções






Na tarde chuvosa de nove de setembro, iniciamos o nosso encontro com uma belíssima reflexão referente à motivação (vídeo) organizada pela professora Viviane da Riva. Podemos compreender que precisamos ser motivados constantemente, necessitamos ter coragem para termos o nosso posicionamento, falar e expor o que acreditamos, para que assim ocorram algumas transformações.
Logo prosseguimos com a socialização e relatos das experiências referentes aos TP4, das unidades 15 e 16 (Mergulhando no texto) e (A produção textual- Crenças, teorias e fazeres).
Paulo Freire, 1996, p. 52 coloca que “Saber ensinar não é transferir conhecimentos, mas criar as possibilidades para sua própria produção e construção.” Durante os relatos dos cursistas é possível observar as infinitas possibilidades para a construção de um sujeito ciente das suas responsabilidades. Isto está claro nos relatos e reflexão critica dos alunos, pois o raciocino dos mesmos apresenta grande criticidade. Não sendo mera transmissão de conhecimento, por parte do professor.
Com base nas Unidades 17 e 18 do TP-5 que trata de Estilística - Estilo e Coerência. Iniciamos com salientando alguns conceitos como: estilo, os recursos ligados ao som e da palavra. A importância da coerência coesão nos textos, entre outros que foram explanados e relacionados ao fazer pedagógico diário. Para que os estudos tornassem mais significativos ao longo das reflexões assistimos e interagimos com os slaid das “Expressões idiomáticas”. Com o objetivo de relacionar a teoria com a prática, esclarecendo que a coerência está diretamente ligada à possibilidade de se estabelecer uma unidade de sentido para o texto. Sugeri ao grupo a atividade da página 98 e 99 do AA5.
Segue um texto produzido pelos cursistas:
Sentimentos de harmonia e paz...
Romance, sensualidade,.
Tudo isso me parece a sida simplesmente a vida.
A rolar.
A sentir.
A vibrar.
A pintar.
E o azul!
Que azul?
Chega de azul!
Vamos pensar no verde!
Verde floresta... Verde esperança, verde meus olhos, verde é a luz que não consegui enxergar nos pontos rosa.
Amor, paixão.
Céu, mar, luz, vida e sonhos.
Ficando claro para o grupo que a Estilística estuda a linguagem que se cria com os elementos da língua e os e efeitos produzidos na construção dos textos. Analisamos também a coerência nos textos verbal e não verbal a partir da análise dos textos. Concluindo que a coerência depende de vários elementos, entre eles o conhecimento de mundo e as experiências prévias das pessoas que o interpretam articuladas, além das informações do texto e de outros fatores como contexto situacional, interlocutores, suas crenças, intenções e função comunicativa do texto.
Depois da leitura seguida de muitas gargalhadas seguimos com a proposta de atividade da página 254. Segue as produções referentes ao texto verbal e não verbal “Furnas. Uma empresa cada vez mais verde, amarelo, azul e branco.”
É uma propaganda de empresa Furnas, enfoca sua política ambiental.
Faz uma intertextualidade com as cores da bandeira através de palavras e imagens.
A coerência textual ocorre quando as palavras e imagens se relacionam, fazendo referencia às questões ambientais, as quais são mencionadas no texto verbal.
É um texto misto, ocorrendo linguagem verbal e não verbal. Verbal: onde é escrito sobre a política ambiental, conservação e defesa do patrimônio brasileiro. E não verbal: onde são apresentadas as imagens (natureza – pássaros, alimentos, crianças e a tecnologia).
Uma empresa verdadeiramente brasileira. (Cursistas: Carmem, Lizandra, Rafael e Viviane)
Outra análise:
O texto enfoca o meio ambiente e a sustentabilidade do Brasil em relação à política sócio-econômico.
Fazendo uma intertextualidade ao patrimônio, através das cores da bandeira, relacionando ao meio ambiente, sendo o verde as matas, o amarelo as riquezas do Brasil, o azul os lagos, céu, água e o branco a paz representando o progresso sem agressão ao meio.
A coerência textual é construída através do texto verbal e não verbal.
Cursistas: Inês Figueiredo, Andréa Corrêa, Vera e Anéti.
Durante os encontros é possível perceber que está sendo muito bom para todos, pois as trocas de experiências renovam a bagagem profissional de cada um de nós, estamos constantemente em busca de novos conhecimentos, com os estudos das teorias e dos TPs e AAs, tudo isso norteado de um clima acolhedor e descontraído.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Produzir com emoções




Ao anoitecer do dia dois de setembro depois de um dia de vários acontecimentos dentro e fora da rotina escolar, além de muita chuva. Estávamos animados para mais um encontro do GESTAR II, este que vem direcionando novos caminhos mais significativos para o ensino de Língua Portuguesa em Imbé.
Podemos centrar o nosso pensamento ao relaxar com a mensagem “medidor de stress”,
Retomamos aos assuntos das unidades anteriores, relembrando alguns conceitos como letramento e alfabetização, (vídeo) significado, significante, entre outros que ao serem retomados, logo eram relacionados com as atividades executadas durante a semana, estas compartilhadas ao fazer a socialização das experiências. Podemos perceber que os “frutos” do Gestar estão sendo bem visíveis nas salas de aula. Nossos alunos já não são mais os mesmos, já possuem um novo olhar e outra postura frente às atividades desenvolvidas. O pequeno grupo (10 professores) de grande profissional da educação, com muito comprometimento, flexibilidade, empenho, criatividade, enfim, está fazendo o diferencial nas escolas em que está atuando.
Aquecemos o nosso encontro com um breve cafezinho. Logo retomamos com a atividade sugerida pelo TP 4. As colegas organizadas em duplas puderam escolher e descrever um colega, podendo ser do físico para o psicológico, ou ao contrário. Ao concluírem os textos que geraram muitas gargalhadas durante a elaboração. Durante a leitura dos mesmos, observamos como podemos ser vistos através do olhar do outro, em que este poderá destacar pequenas atitudes que acreditamos que possa passar despercebida, porém isso não acontece.
Exemplo de descrição:
“Dizem que a cor dos seus cabelos é a do caus da escuridão. Mas nestes cabelos também há o brilho e este se mistura com o encontro e a criatividade das suas ideias.
Tudo isso norteado por simplicidade, e também marcado por sua singularidade no grupo (único do sexo másculo).
O importante é o pensar o construir seja aqui ou em Tocantins.
Escrito por: VIVIANE DA RIVA E LISIANE.
Outro exemplo:
Quem é?
Esta pessoa possui estatura média, é ágil, prática, inteligente, transmite segurança através dos questionamentos.
Jovem madura e especial!
Calma, tranquila e possui habilidades que a torna diferente dos outros, muito, mas muito prestativa.
Escrito por: Inês Figueira e Lizandra Costa.
Depois de boas risadas, seguimos com o estudo das unidades 15 ”Mergulho no texto” e 16 “Produção textual – Crenças, teorias e fazeres”. Enfatizamos e discutimos sobre os objetivos da leitura e os conhecimentos prévios como fatores fundamentais para a produção de sentimento na interação e sobre as práticas de leitura e escrita em nosso cotidiano. Para ilustrar estes conceitos trouxe exemplo das atividades que propôs à turma de 7ª série. Com o objetivo de definir a estrutura para construir significados. Ao adaptar o texto conforme o enfoque que eu queria abordar “ Bebida alcoólica e trânsito”, pedi para os alunos ordenarem os parágrafos do texto “MÃE” (texto da zero hora), pois este estava fragmentado em envelopes. Cada grupo deveria organizar o texto com apenas os parágrafos que correspondessem ao texto, para que não houvesse sobra. Com um tempo determinado (10 ou 15 minutos) pedi para lerem. Também assistimos um vídeo JACQUELINE ( you tube) . Depois de discutirmos, analisarmos o texto relacionando ao vídeo sugeri a turma para que elaborassem um vídeo de um minuto abordando o tema estudado.Este com o objetivo de conscientizar aos outros adolescentes que beber e dirigir é sinônimo de acidentes. Tema significativo que envolveu os alunos, emocionando os mesmos.
Encerramos nosso encontro com nossos sentimentos aflorados, isto é o GESTAR II.

“Educar a emoção também é se doar sem esperar retorno, ser fiel à sua consciência,extrair prazer dos pequenos estímulos da experiência, saber perder , correr risco para transformar os sonhos em realidade, ter coragem para andar por lugares desconhecidos.”(CURY, 2003, p.66,67).

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Narradores de Javé


Viajamos na história do filme “OS NARRADORES DE JAVÉ” , esta que ocorre no Vale do Javé, uma comunidade do interior, e que logo desapareceria,ficando inundada,pois ali construiriam uma hidrelétrica.Este povoado não tinha a sua história registrada, então perceberem a necessidade de registrá-las, assim a cidadezinha poderia permanecer.

Todos tinham suas histórias marcadas naquela comunidade, porém só sabiam contá-las oralmente, já que grande parte dos moradores eram analfabetos e não tinham a habilidade de transcrevê-las num livro. Os habitantes lembraram que ali também morava um ex-funcionário do correio, que sabia ler e contava muito bem belas histórias,embora às vezes, exagerasse com sua imaginação, por isso fora expulso pelos moradores. O escriba chamado Antonio Biá poderia retornar, caso concordasse em escrever as histórias do Vale de Javé. Biá passou a se sentir muito valorizado pelos moradores, no entanto, logo passa a se questionar sobre quem poderia se importar com a história de uma gente simples, ignorante, que mal sabe escrever o nome. Também observou que a história da pequena cidade do interior não seria preservada, pois não contava a história de nobres, mas sim de gente do povo que tentava se engrandecer pelos fatos ocorridos, não sendo importantes para impedir o progresso.
Outro aspecto a ser salientado é que cada morador a conta a mesma história seu modo, com um enfoque diferente, conforme o seu ponto de vista.Não há uma ideia coesa sobre os episódios, esse elemento mostra que os habitantes não compreenderam a noção do que é científico, real, que pode ser provado.
Assim um povo sem conhecimento é aniquilado, pois a linguagem representa o poder, quem domina a escrita tem capacidade de mudar os acontecimentos, defender-se, reivindicar por direitos.

A história apresenta a escrita com a sua função social bastante clara, pois se todos os acontecimentos daquela cidadezinha estivessem um registro no "papel", as coisas não teriam sido como foram. Os moradores não precisariam ter tentado mostrar às pressas, que o Vale do Javé era importante.

Podemos compreender que cabe a nós educadores o papel de direcionar o educando a diferentes situações onde ele compreenda as funções e o uso da escrita.

Assim podemos compreender melhor os conceitos de alfabetização e letramento.

Alfabetização é meramente codificar e decodificar as palavras, entretanto sem compreender o uso social da escrita.

Letramento conforma Magda Soares “Letrar é mais que alfabetizar, é ensinar a ler e escrever dentro de um contexto onde a escrita e a leitura tenha sentido e faça parte da vida do aluno.” Embora letramento seja uma definição recente no vocabulário na educação, é importante o educador ter claro os conceitos.

A definição de letramento é mais ampla que de alfabetização, pois se refere aos modos com que a escrita se apresenta na sociedade, seus usos e suas funções nas diversas situações comunicativas em que é utilizada conforme o contexto social.Sendo importante ter claro estes conceitos.

Cabe ao educador propiciar situações de leitura e de escrita como atividade de comunicação, enfatizando os usos e funções da escrita e da oralidade, havendo uma reflexão e participação crítica no meio em que o sujeito está inserido.

Foi uma tarde de muitos doces, salgados, reflexões, observações e esclarecimentos. Considerando uma prática muito boa estar estimulando os alunos a relacionarem fator, expor ideias e instigá-los a refletir sobre os assuntos, por isso em quase todas as aulas nos apropriamos destas práticas, pois acreditamos que desta forma se torna mais fácil levar o educando a construir seus saberes.

"Mestre não é quem sempre ensina, mas quem de repente aprende". (Guimarães Rosa)



Na bela tarde do dia vinte e seis de agosto iniciamos o nosso encontro com a reflexão “EDUCAR” de Rubem Alves, que intensificou o nosso compromisso de ser educador.
Não podemos deixar de comentar o recesso prolongado, devido à pandemia da influenza H1N1, este que influenciou no desenvolvimento dos encontros do GESTAR II.Então combinamos de recuperá-los com estudos a distância.
Com bastante entusiasmo dos cursistas passamos para a socialização das atividades que foram trabalhadas com os alunos. Estas que estão ampliando as habilidades de leitura e escrita em Língua Portuguesa de modo lúdico e significativo, tornando as aulas atraentes e despertando o raciocínio crítico nos alunos.
As cursistas salientaram a importância dos encontros e da riqueza da socialização das atividades, além do compromisso da construção de um texto reflexivo semanalmente, assim enriquecendo o fazer pedagógico. Não sendo somente desenvolver atividades soltas, no entanto as atividades sempre seguem uma sequencia, além de um embasamento teórico, este que vem valorizar e fundamentar a prática.
Nos nossos encontros também socializamos o “famoso cafezinho”, este que é compartilhado com muitas guloseimas.
Ao retornarmos do lanche, prosseguimos com a retomada da definição sobre "Letramento e Alfabetização"; foi feito a leitura dos slides e comentários/debate sobre o assunto tratado, prosseguimos com leitura e reflexão do TP4 e AAA4 unidade 14, concluindo com a oficina 7.Conversamos, compartilhamos conceitos, ideias,posições, enfim,os comentários fortalecem nossas opiniões referente as leituras, teorias e práticas realizadas durante a semana, contribuindo para o desenvolvimento do nosso trabalho mais coeso.
Para instigar o estudo da próxima oficina fizemos a leitura do livro –Zoom- de Istvan Banyai Ceilândia, salientando o conhecimento prévio podemos interagir com a leitura do livro, que a cada página surpreendia às colegas.
Concluímos o encontro com a dinâmica "dorminhoco de palavras": Com o objetivo de perceber importância dos elementos coesivos e tópicos frasais necessários para compor uma oração.
Pedi para que as professoras escrevessem no papel um substantivo; em seguida entreguei outro papel em branco e pedi para que escrevessem um verbo e em seguida um adjetivo. Recolhi as fichas, embaralhei e as distribu. Em círculo, cada um deveria segurar as cartas viradas para si e sobre a mesa. Um dos participantes recebeu quatro cartas, sendo a quarta, um numeral. Esse jogou uma das cartas virada para baixo para o colega da direita que pega, vê se a utiliza e passa uma de suas cartas ao seu colega da direita e assim, sucessivamente. Finalidade: O participante que conseguir fazer trinca, por exemplo, três cartas contendo substantivos, os três contendo adjetivos, ou verbos, deverão abaixar discretamente suas cartas e ficar observando. Aqueles que observarem as cartas baixadas deveriam abaixar as suas também. O último que baixar as cartas será o "dorminhoco das palavras" e terá que produzir uma frase oralmente (escrita no quadro pelo professor) contendo as palavras da trinca.
Variação: Após pedi para que façam a trinca havendo um substantivo, um verbo e um adjetivo. O último a baixar as cartas também deveria formar uma frase contendo as palavras e a mesma sendo anotada no quadro pelo professor.
Atividade esta que gerou muitas gargalhadas. Concluímos o encontro relembrando as palavras de Freinet (1950 p.10) “... a criança constrói seu conhecimento no fazer e refazer de atividades que não devem ser apenas brincadeiras vazias, mas trabalho,...”

sábado, 15 de agosto de 2009

Devemos tomar todas as precauções possíveis.

No dia dezessete de agosto retornaremos às aulas, pois o município de Imbé decidiu antecipar o recesso escolar para dia vinte e dois de julho e só retornaremos agora. Deste modo os encontros do GESTAR II, foram interrompidos.

No dia 11 de junho, a OMS anunciou que a doença atingiu o nível de pandemia (epidemia generalizada). O termo tem relação apenas com a ampla distribuição geográfica do vírus.

Influenza A (H1N1) é uma doença respiratória causada pelo vírus A. Devido a mutações no vírus e transmissão de pessoa a pessoa, principalmente por meio de tosse, espirro ou de secreções respiratórias de pessoas infectadas, o Ministério da Saúde traz uma série de recomendações.
Os Estados Unidos concentram o maior número de casos e de mortes, seguido pelo México --considerado o epicentro da doença.

A gripe tem tratamento.

Os sintomas em humanos são parecidos com os da gripe comum e incluem febre acima de 38°C, falta de apetite e tosse. Algumas pessoas com a gripe suína também relataram ter apresentado catarro, dor de garganta e náusea.

Quem tiver sintomas de gripe pode tomar remédios sintomáticos e procurar um médico, caso os sintomas persistam, para tomar um antiviral. Mais informações: www.saude.gov.br

A Influenza A (H1N1) é caracterizada pelos sintomas da gripe comum, mas pode causar vômitos e diarreia mais graves. A gripe comum mata entre 250 mil e 500 mil pessoas a cada ano, principalmente entre a população mais velha. A maioria das pessoas morre de pneumonia, e a gripe pode matar por razões que ninguém entende. Também pode piorar infecções por bactérias.

Cada um deverá ter todo o cuidado possível, para que não seja mais um caso desta pandemia.